► CURTA: Eu Não Quero Voltar Sozinho

19 04 2011

Sinopse: A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.

Uma linda história. São 15min que valem a pena.

Eu Não Quero Voltar Sozinho é de 2010 e desde então tem sido exibido em vários festivais nacionais e internacionais de curtas e não tem passado despercebido, inclusive com premiações.

O curta é de Daniel Ribeiro que pretende transformá-lo em longa-metragem. O roteiro já está pronto, só falta alguém para financiar o projeto.

– Mais informações sobre o curta AQUI.





Fre-dêH-rico

17 04 2011

Sim, estou saindo do [quase] anonimato.

Quando criei o blog e o Fred, não tinha intenção de proteger a minha identidade. Eu queria por minhas idéias a frente de uma imagem, o interesse pelo conteúdo em frente da capa.

E sempre vou colocar minha personalidade à frente, mas é certo confessar que havia ali uma insegurança.

É mais fácil dizer qualquer coisa por trás de uma máscara e como diz a Pitty – em 8 ou 80 – “Todo mundo tem segredo que não conta nem pra si mesmo, todo mundo tem receio do que vê diante do espelho”.

Então, sou Deivid. Dêh para os íntimos.

Mais uma vez, bem-vindos à minha intimidade.

Fre-dêH-rico

Atualização:
Depois do comentário do Greg, que fique claro que sou do ES e moro em Vila Velha. Risos.





GUARAPARI

12 08 2010

Sábado, 31 de Julho. Malas Prontas, rumo a Guarapari.

Há doze anos passo a maior parte do tempo das férias e finais de semana por lá e não posso comparar nenhum dia com os últimos.

Ficar na praia o dia inteiro, pegar onda mal, me sentir incluído em meio aos meus três primos, todos eles bofes e verdadeiros amigos, ficar bronzeado temporariamente, passar noites acordados assistindo filme e rindo das coisas mais patéticas possíveis, sem contar os turistas que garantiam com um pouco de imaginação fantasia suficiente pra… Vocês sabem.

Há algum tempo essas viagens começaram a perder o gosto, todos nós crescemos e sob hormônios à flor, o foco mudou das amizades para as garotas. Difícil se sentir confortável em meio às conversas sobre sexo e às tentativas sem muito sucesso deles me amarrarem a essa, ou àquela guria.

E meus primos fazem até certo sucesso, e ao andar no calçadão e parar a todo momento para cumprimentar um ou outro conhecido eu ficava sem saber decidir por “apresente-me” ou “seja rápido, vamos continuar”.

Senti-me aliviado ao confirmar contar a eles que eu me sinto atraído por garotos, todos reagiram muito bem, com direito a abraços e muito bom-humor, o que também garantiu altos papos com minha tia, de mente muito aberta e com um amor incondicional que falta aos meus pais.

Não demorou muito e tive, mesmo que tarde, a idéia de procurar fazer as minhas amizades navegando. Tornaram as coisas melhores, conhecer algumas pessoas, ficar com outras, e até tive um namoro relâmpago no último carnaval com um rapaz, perdoe-me, muito imaturo.

Há mais ou menos um ano e meio, adicionei R. no Orkut que mantinha o “GUARAPARI” no seu perfil, mas, havia mudado para Ouro Preto – MG para estudar ECONOMIA na UFOP. Ele negou por um tempo que era gay, mas entregou seu irmão com um “não posso responder por ele” na primeira conversa.

No meio tempo desde a primeira prosa, as coisas ficaram claras sem muitas explicações e ele veio algumas vezes à Guarapari, sempre me convidando a conhecê-lo, mas sempre havia algum empecilho.

Então no domingo do dia 1º de agosto nos conhecemos em Guarapari, o que me prendeu por lá uns dias além do planejado.

Em resumo? Dia 20 estarei em Ouro Preto – MG.





Reposta de Ne quid nimis: VOCE É GAY?

30 06 2010

Fiquei muito feliz ao abrir minha caixa de email. Semíramis, autora do blog NE QUID NIMIS respondeu acerca do post Você é GAY?:  .

Ele Não é Gay

ELE TEM NAMORADO MAS NÃO É GAY?!

Caro Frederico

Muito agradecida pela sua visita ao meu blog Ne quid nimis, seja sempre bem vindo!

 

O texto, ressalto, que não é de minha autoria e sim de um amigo jornalista e ator Luciano Cazz, pessoa muito lúcida e coerente com tudo o que escreve. Muito importante as pessoas saberem se respeitar e o mais importante, como saberem se respeitar. Explico: quando você expõe sua forma de ser, seu pensar, você se abre ao mundo. Isso muitas vezes pode ser mal interpretado e até mesmo é possível que surjam barreiras em sua vida pessoal, familiar, profissional, etc.
Sabe, amigo, tem uma música de George Michael que eu gosto muito, chama-se Freedom: ela atenta para o fato de que ás vezes a roupa não faz o homem. Nisso concordo e muito com ele. Conheço muitos homossexuais que tem uma vida discreta, se assumem como tal, mas não saem por aí, nas Paradas Gay  dando a entender que todo mundo em menor ou maior grau é gay. isso é um tanto ofensivo. Imagine se os heteros resolvessem fazer a parada do Orgulho Hetero? já pensou cada homossexual ser perturbado para mudar seu jeito de ser apenas porque um grupo acha que ele pode mudar de ideia ?
Respeito muitíssimo os homossexuais. Acredito, no entento que vocês devam procurar o amor, sempre, em cada relação. Um parceiro fiel e amigo que possa os compreender como seres humanos iguais a todos que precisam de carinho, compreensão e amparo. E também buscarem a Deus. Não importa qual sua religião, Deus nunca disse que os homossexuais arderiam no fogo do inferno ou coisa parecida – isso seria renegar a própria criação. Busque, amigo, na palavra de Deus, o auxílio e o amparo para suas dúvidas e aflições e o poder da prece para acalmar o coração.
Afaste-se das tentações impostas pela mídia – muitos caem nas tentações carnais oferecidas sobre o pretexto de que são à favor dessa ou daquela corrente. Lembre-se sempre, como rapaz inteligente que você parece ser que uns poucos querem dominar as massas as fazendo parar de pensar. Pare para pensar: quem lucra com festas, produtos, filmes, produções destinadas ao público gay? pessoas totalmente desprovidas de qualquer sentimento a causa de vocês, causa essa que eu até acho válida mas que deveria de começar, em primeiríssimo lugar no coração de vocês!
Desejo-te muitas felicidades e nunca deixe de ser quem você é – um ser imortal!
Um beijo e muitas alegrias
Semíramis Alencar

Semíramis, meus agradecimento pela atenciosidade com seus leitores.

Felicidades no teu caminho! Seja sempre bem-vinda!

Visite o blog NE QUID NIMIS!

Abraços a todos!





SEVENTEEN

27 06 2010

17 Outra VezAté os 17 anos, nunca havia dividido meus desejos com ninguém, nem mesmo com minha melhor amiga ou amigos virtuais. Eu desconhecia movimentos no chat UOL (sim, já usei desta ferramenta) e não acreditava que minha “condição sexual” fosse permanente. Então, conheci este rapaz, que me adicionou no MSN propositalmente depois de ter analisado meu perfil no Orkut.

Em meio a uma conversa ele foi direto e perguntou se eu namorava garotos, que era gay e queria me conhecer. Nada parecido havia acontecido comigo antes e eu fui insistente em negar pelos três meses antes de nos conhecermos.

Estudante de DIREITO, 20 anos, inteligente, bem-humorado e decidido, ele não era bonito, mas, foi meu primeiro beijo, meu primeiro amor e minha primeira vez com um homem e o motivo de eu contar aos meus pais, que insistiam em conhecer os “amigos da faculdade” com quem eu sempre saía, mas acima de tudo me ajudou a aceitar e ter orgulho do que sinto.

Nunca namoramos. Ficamos por cerca de três meses, acho. Ele foi claro ao dizer que não queria compromisso, entretanto, quando se tem 17 anos, é inexperiente e está apaixonado pela primeira vez, sua visão fica nublada.

Vamos aos fatos. Chegamos a trabalhar na mesma empresa e na semana do dia dos namorados e da minha primeira vez, ambos sopraríamos as velinhas das quais eu alcançaria a maioridade e ele os 21 anos. Insisti em vê-lo, pois queria presenteá-lo, contudo, não consegui contatá-lo. Mais tarde descobri que ele havia festejado com os amigos que eu conhecia e eu não podia estar presente, afinal, não seria conveniente conhecer o seu mais novo “ficante”.

Ficaram alguns dias, apenas.

Hoje, tenho ambos no Orkut, mas não mantemos contato. Quatro anos depois não sei se a gratidão que eu sinto pela experiência é justa, não consigo decidir chamá-lo vilão ou de mocinho, mesmo sabendo que ele roubou meu coração e o devolveu em pedaços, afinal, eu era apenas um SEVENTEEN. SEVENTEEN. Era como ele me chamava.

Abraços a todos!





Você é GAY?

19 06 2010

Eu procurava por blogs interessantes no WordPress e ao ler o Artigo de Luciano Cazz para o site Algo a Dizer postado e comentado no blog Ne Quid Nimis… veio o desejo imediato de postá-lo.

ELE TEM NAMORADO E NÃO É GAY?!

Ele Não é GayA liberdade sexual está cada vez mais rompendo fronteiras, assim como o preconceito se corrói. Entretanto, há muito ainda o que refletir.   Ontem, um dos meus melhores amigos me contou com muita naturalidade:

— Sabe o Rafa?

— Que divide o apê contigo…

— Isso. É meu namorado.

A primeira sensação foi de que era mais uma brincadeira. Mas no seu olhar percebi que era papo reto. Fiquei tenso. Na real chocado. E acabei balbuciando o que parecia evidente:

— Você é gay?

— Não!

Voltei a pensar que era zoação. Um cara que namora um homem e não é gay?!

— Descreva uma camisa gay.

— Justa, rosa.

Fui sucinto e óbvio. Estava confuso.

— Eu usaria essa camisa?

— De jeito nenhum!

Respondi rindo porque esse meu amigo é muito tosco. Não usa nem loção pós-barba.

— Então dentro desse conceito de gay que você aplicou na camisa, eu sou gay?

— Caramba…Não! Mas então?

— Gay é um rótulo criado pelo preconceito. O problema não está na palavra, mas na forma como ela é utilizada. “Ele é gay!” Geralmente com raiva, decepção, amargura, deboche ou apenas para diminuir. Raramente uma constatação sem censura ou maldade. Pior ainda é veado, boiola, bicha. Palavras que carregam consigo o signo de atração entre dois homens de forma totalmente pejorativa, embutindo um preconceito que beira à ignorância e transforma uma simples realidade em algo depreciativo, ruim, errado. Um conceito social equivocado que derruba a auto-estima de quem sente atração por iguais lá no chão. Ainda mais num mundo onde a diversidade sexual é muito vasta para ser rotulada em apenas dois ou três aspectos.

Para me envolver com outro homem não preciso dessa nomenclatura, cilada da burguesia para derrubar a aristocracia passada, cujos desejos não eram reprimidos.

Ser “meio gay” não tem nada a ver com sentir atração por homens, e sim, com ter trejeitos afeminados. E não é porque sou capaz de amar um homem que preciso falar: Ma-ra-vi-lhóóó-sa. Nunca quis ser mulher. Gosto de ser homem.

As pessoas mitificam o sexo entre iguais. Se o cara passa a vida inteira transando com mulher e um dia ele se envolve com um homem, é gay. Melhor, se descobriu. Agora se resolve trocar um homem por uma mulher, é lapso. E nunca deixará de ser rotulado como gay. Até porque a maioria prefere ver o foco sobre a (homo)sexualidade do outro. Assim, não precisa admitir, nem para si mesmo, sua própria atração pelo igual, eximindo-se de toda carga negativa, culposa e até suja, criada arbitrariamente, em torno do conceito do sexo entre pessoas do mesmo gênero. Ou você tem alguma dúvida de que o homofóbico deseja homens?  Eu gosto de homens sim e se esse sentimento nasce tão naturalmente em mim, porque vou agir de forma diferente?


Senti minhas forças renovadas ao terminar de ler.

Sempre me permiti ter os mesmos direitos que os heterossexuais, inclusive em meus relacionamentos, as pessoas se impressionam quando ouvem “Este é meu namorado…”, pois não faço rodeios sobre a minha opção e nem sou do tipo que rotulam “afeminado”.

DivãEstive conversando com minha terapeuta sobre esta minha necessidade de me fazer aceito e ela replicou: “Outro dia assistia a um programa na MTV sobre jovens homossexuais. Eles entrevistavam um rapaz de 17 anos que falava tão naturalmente e de forma tão madura sobre a sua opção que fiquei admirada. Admirada, não espantada. E ele finalizou o que dizia mais ou menos da seguinte maneira: ‘eu espero que o mundo siga para um caminho onde as pessoas aceitarão as pessoas e não o sexo delas'”.

Veja, é engraçado como as pessoas te aceitam e admiram até que descobrem que você é “homossexual” e então esta palavra sempre vem à frente de qualquer qualidade.

* Visite o blog Ne Quid Nimis… e deixe um comentário.

* Deixe um comentário para  Luciano Cazz .





Fred3rico

19 03 2010

FREDERICO PROCURA

Foram alguns minutos antes de digitar as primeiras palavras. Elas não fizeram sentido, então, decidi ser direto quando lembrei que ainda não sei quantos caracteres posso digitar em um post.

Aqui me conhecerão como Fred. Tenho 20 anos e exatos 9 meses e 3 dias, se queiram saber.

Já fazem quase 5 anos que me encontrei. Aceitei-me gay. Meu lance é garotos. Sempre soube disso, por mais que tentasse fixar a idéia de que era algo passageiro e acreditasse que a ligação afetiva que tinha com garotas era o mesmo que todos os outros meninos sentiam.

Não consigo me lembrar em que ponto decidi isso, mas, sabe? Acho que todo primeiro amor não tem muito haver com sexo. Sabe aquela ligação afetiva que sentia pelas garotas? Descobri que podia senti-la da mesma forma, de forma inocente.

Deixei de namorar meninas e tentei acreditar que ser homossexual ( grego homos = igual + latim sexus= sexo) não significava estar condenado a ficar sozinho e que no meu romantismo cético, o amor poderia acontecer entre homens; não afirmei que é impossível, apenas não calculei a dificuldade na proporção correta.

O que eu procuro? A expectativa maior é  SER ENCONTRADO.








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