► It Gets Better e Katy Perry

29 10 2010

 

Justin Aeberg; Lucas Billy; Cody Barker; Asher Brown; Seth Walsh; Chase Raymond; Clementi Tyler.

São apenas alguns dos adolescentes americanos que nos últimos meses, vítimas de bullying e intimidações por serem homossexuais, infelizmente, tiraram suas vidas, sem esperança de um futuro feliz por serem diferentes.

Desde sua fundação em  setembro pelo escritor e comentarista Dan Savage, o projeto It Gets Better (Isto Vai Melhorar, em tradução livre) tem chamado atenção da sociedade e ganhado apoio de celebridades nos EUA.

“Quando um adolescente gay se suicida é porque ele não pode imaginar para si mesmo uma vida cheia de alegria pela qual valha a pena ficar por aqui. Então eu senti que era realmente importante que, como adultos gays, nós mostrassemos que nossas vidas são boas e felizes e saudáveis e que há uma vida digna”.

No projeto jovens que são gays, lésbicas, bi ou trans podem ver com seus próprios olhos como o amor e a felicidade podem ser uma realidade em seu futuro atráves dos LGBTs adultos.

Em pouco tempo vários vídeos já circulam na internet com mensagens de apoio e conforto a jovens homossexuais.

E a última celebridade a apoiar a causa é a cantora Katy Perry que acaba de lançar o videoclipe de  Firework, o 3º single do albúm Teenage Dream e dedicou-o oficialmente ao projeto It Gets Better.

Beijo gay em Firework aos 2:19.

“O vídeo foi dedicado ao projeto It Gets Better, associação criada para prevenir o suicídio entre jovens homossexuais vítimas de ‘bullying’.

Na letra, a cantora afirma que todos possuem uma ‘faísca’ de genialidade e talento, e que qualquer um é capaz de superar seus problemas e ser feliz apesar do preconceito.”

Confira o videoclipe de Firework:

O videoclipe está lindo e realmente conseguiu me emocionar.

Sucesso à iniciativa It Gets Better!

– Créditos: Babado Certo





BAD ROMANCE – PARTE I

11 07 2010

Hoje logay no meu orkut pessoal e o Sorte de Hoje dizia: “Se você quer ser amado, seja amável!”.

Uó.

Explica-me. O que é ser amável? Creio que entendi errado.

Mais uma vez, me desviei das minhas metas, deixei minhas vontades de lado, então, vou falar um pouco sobre algumas coisas antes de explicitar as últimas semanas.

No meu último namoro havia o seguinte: eu, assumido e bem resolvido e meu ex não, pelo menos da boca dele não era de conhecimento de ninguém, se me entendem.

Quando sozinhos, entre quatro paredes, tudo era sublime, o sexo era divinal e a sincronia perfeita. Ele tinha de tudo do que mais me atrai. Passivo, era menor do que eu e sua cabeça se encaixava confortavelmente no meu tórax. No dia que o conheci ele me disse ter 17 anos, acreditei cegamente até ele dizer que era mais velho que eu em seus 24 anos com rostinho de bebê.

Eu me sentia a Lady Gaga um BOFESKANDALO com ele nos meus braços e na cama em meio às faíscas eu dominava toda a situação, eu sabia o que estava fazendo e fazia maravilhosamente bem, nem ao menos sentia tentado a perguntar se tinha agradado como eu costumava, a resposta sempre estampada de forma clara no rosto de ambos.

Entretanto, tudo que vivíamos entre quatro paredes, do carinho ao sexo, só aumentava o abismo que eu sentia entre nós quando estávamos em qualquer outro lugar.

Eu me sentia sozinho, mesmo com ele do meu lado. Não havia demonstrações de afeto, sorrisos apaixonados ou abraços, regras ditadas por ele, que me repudia em qualquer tentativa, era frio e ainda conseguia me fazer culpado.

Ele tinha muito medo de ser descoberto,  e eu não me sentia confortável nos vários papéis que ele me dava pra cada conhecido. Acabava com minha auto-estima.

Já havia dividido com ele minhas expectativas e minha visão de fazer segredo de um relacionamento em termos paranóicos. Ví que me afastava do meu caminho.

No meu pensamento, àquilo que escondemos é de que temos vergonha, e definitivamente não tenho vergonha da minha opção.

A partir do momento que acredito estar num relacionamento firme, não há razão pra não vir à tona, e no mais, quando se apaixona fica perceptível uma hora ou outra, mesmo sem intenção, escondido tem de ser sexocasual àquele do qual não se tem interesse no desenvolvimento.

Não tínhamos onde nos encontrar sempre escondidos, então, tomei ele por conversa e disse que não estava me agradando a situação e assim foi por várias vezes.

Um dia, perguntei-lhe se sua opnião era para sempre e descobri que enquanto eu esperava por ele, chorava pela sua frieza que negava carinho nas duas vias, ele esperava pela minha desistência.

E então, em suas palavras ele preferia me deixar. E foi o que aconteceu, eu disse pra ficarmos sem nos ver por alguns dias, destes em que eu chorei muito e que se ele quisesse me ver me ligasse.

Resultado: após alguns dias, nenhum telefonema e nenhuma resposta ao som das minhas lágrimas no telefone.

CONTINUA….





Você é GAY?

19 06 2010

Eu procurava por blogs interessantes no WordPress e ao ler o Artigo de Luciano Cazz para o site Algo a Dizer postado e comentado no blog Ne Quid Nimis… veio o desejo imediato de postá-lo.

ELE TEM NAMORADO E NÃO É GAY?!

Ele Não é GayA liberdade sexual está cada vez mais rompendo fronteiras, assim como o preconceito se corrói. Entretanto, há muito ainda o que refletir.   Ontem, um dos meus melhores amigos me contou com muita naturalidade:

— Sabe o Rafa?

— Que divide o apê contigo…

— Isso. É meu namorado.

A primeira sensação foi de que era mais uma brincadeira. Mas no seu olhar percebi que era papo reto. Fiquei tenso. Na real chocado. E acabei balbuciando o que parecia evidente:

— Você é gay?

— Não!

Voltei a pensar que era zoação. Um cara que namora um homem e não é gay?!

— Descreva uma camisa gay.

— Justa, rosa.

Fui sucinto e óbvio. Estava confuso.

— Eu usaria essa camisa?

— De jeito nenhum!

Respondi rindo porque esse meu amigo é muito tosco. Não usa nem loção pós-barba.

— Então dentro desse conceito de gay que você aplicou na camisa, eu sou gay?

— Caramba…Não! Mas então?

— Gay é um rótulo criado pelo preconceito. O problema não está na palavra, mas na forma como ela é utilizada. “Ele é gay!” Geralmente com raiva, decepção, amargura, deboche ou apenas para diminuir. Raramente uma constatação sem censura ou maldade. Pior ainda é veado, boiola, bicha. Palavras que carregam consigo o signo de atração entre dois homens de forma totalmente pejorativa, embutindo um preconceito que beira à ignorância e transforma uma simples realidade em algo depreciativo, ruim, errado. Um conceito social equivocado que derruba a auto-estima de quem sente atração por iguais lá no chão. Ainda mais num mundo onde a diversidade sexual é muito vasta para ser rotulada em apenas dois ou três aspectos.

Para me envolver com outro homem não preciso dessa nomenclatura, cilada da burguesia para derrubar a aristocracia passada, cujos desejos não eram reprimidos.

Ser “meio gay” não tem nada a ver com sentir atração por homens, e sim, com ter trejeitos afeminados. E não é porque sou capaz de amar um homem que preciso falar: Ma-ra-vi-lhóóó-sa. Nunca quis ser mulher. Gosto de ser homem.

As pessoas mitificam o sexo entre iguais. Se o cara passa a vida inteira transando com mulher e um dia ele se envolve com um homem, é gay. Melhor, se descobriu. Agora se resolve trocar um homem por uma mulher, é lapso. E nunca deixará de ser rotulado como gay. Até porque a maioria prefere ver o foco sobre a (homo)sexualidade do outro. Assim, não precisa admitir, nem para si mesmo, sua própria atração pelo igual, eximindo-se de toda carga negativa, culposa e até suja, criada arbitrariamente, em torno do conceito do sexo entre pessoas do mesmo gênero. Ou você tem alguma dúvida de que o homofóbico deseja homens?  Eu gosto de homens sim e se esse sentimento nasce tão naturalmente em mim, porque vou agir de forma diferente?


Senti minhas forças renovadas ao terminar de ler.

Sempre me permiti ter os mesmos direitos que os heterossexuais, inclusive em meus relacionamentos, as pessoas se impressionam quando ouvem “Este é meu namorado…”, pois não faço rodeios sobre a minha opção e nem sou do tipo que rotulam “afeminado”.

DivãEstive conversando com minha terapeuta sobre esta minha necessidade de me fazer aceito e ela replicou: “Outro dia assistia a um programa na MTV sobre jovens homossexuais. Eles entrevistavam um rapaz de 17 anos que falava tão naturalmente e de forma tão madura sobre a sua opção que fiquei admirada. Admirada, não espantada. E ele finalizou o que dizia mais ou menos da seguinte maneira: ‘eu espero que o mundo siga para um caminho onde as pessoas aceitarão as pessoas e não o sexo delas'”.

Veja, é engraçado como as pessoas te aceitam e admiram até que descobrem que você é “homossexual” e então esta palavra sempre vem à frente de qualquer qualidade.

* Visite o blog Ne Quid Nimis… e deixe um comentário.

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